Enquanto esperava literalmente sentada para ser atendida em um setor “buRRocrático” de uma instituição que não me estimula citar, ensaiava a oração da serenidade para tentar neutralizar a angústia que me acometia, quando notei, ao passar os olhos pelas cadeiras que me avizinhavam, que uma nobre senhora sorria. Solfejando a “Flor e o espinho (...tire seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor...), passei a olhá-la sem disfarce na tentativa de encontrar o motivo que a anestesiava, até que identifiquei que algo envolvia as suas mãos. Junto a percepção, veio a questão: quem foi que disse que plástico-bolha tem como principal função proteger objetos em transportação?
Eu bem que poderia ter descoberto a fórmula da serenidade antes, mas aceitei de bom grado o sábio ditado: “antes tarde do que nunca”, meu irmão.
Vânia Santtana

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